sexta-feira, 24 de março de 2017

Debater a ´Militância` com introdução de José Quintela


Enquanto estamos na paragem dos campeonatos, José Quintela, já regressado ás suas funções de Director do Jornal Sporting relembra um tema muito interessante - A Militância! 
Mas falta Militância não ao nível dos sportinguistas no apoia á equipa. Falta Militância ao nível dos sportinguistas que ocupam lugares de decisão na nossa sociedade contrastando com a realidade dos nossos rivais.
Julgo então ser uma boa altura para pensar e debater sobre este tema aproveitando também para recordar o que disse Bruno de Carvalho sobre o tema, em janeiro deste ano.
Falta de Militância!!
Que fique desde já claro que a falta de Militância que é referida tanto por José Quintela tanto por BdC na sua entrevista de janeiro deste ano (link) não é da parte dos adeptos leoninos ás várias equipas do Clube! A falta de Militância que é referida tem a ver com os sportinguistas que ocupam cargos importantes e estão empregados nos centros decisórios da nossa sociedade. 
Este tema não é novo mas penso que não teve a repercussão necessária na altura e ´hoje` é muito bem recordado por José Quintela na sua crónica editorial, do Jornal Sporting.
Eis a sua excelente crónica:


Ora este é um tema que merece e tem de ser debatido pois é importante estreitarmos os laços no sportinguismo e até melhorá-lo. E que melhor do que na pausa do Campeonato e numa altura em que já preparamos a próxima temporada?  
Torna-se claro então que falta Militância aos sportinguistas que se encontram em centros decisórios e importantes da nossa sociedade e que é muito importante que esses sportinguistas ´voltem a ter orgulho no Sporting Clube de Portugal` pois o Clube precisa dessa ´força`.  
Mais importante do que encontrar razões para esse ´afastamento` urge agora encontrar razões para que o sportinguismo volte a ser um motivo para todos nos aproximarmos em torno do Clube e que o vivamos como há muito não o é! 
O ´fenómeno´ existe e temos que o enfrentar como fazemos no Sporting mas existem muitos sportinguistas ainda encolhidos e têm que deixar de o ser. 
Já sabemos que existe uma forma de tratamento na sociedade diferente para o nosso Clube e isso também se deve ao nosso afastamento do Sportinguismo, isto é, deixámos durante muito tempo de exigir respeito a quem quer que fosse e hoje pagamos essa factura. Não que todos não devam respeito a todos mas essa foi uma das razões.
Pois bem....urge então recuperar esse espaço que é nosso mas que também é de todos. 
O espaço que tem de existir para o respeito é soberano pois todos merecemos respeito mas alguns aproveitam-se para deitar outros abaixo e ficar com o seu ´espaço`. Quem passa a submisso deixa de ser respeitado e outros pensam que passam a ser deuses e DDT e isto não pode acontecer....MAIS!!
Nós queremos o nosso respeito de volta, ponto!! E estamos prontos para o que der e vier para o reconquistar.
Daí esta guerra de comunicação e de José Quintela até o relembrar na sua cronica evocando ´faladores`. 
Mas onde entra a tal militância que se diz que falta? 
Ora, o respeito vai-se exigindo e ninguém pode dizer que não nos respeitam mais agora do que há 4 anos! Muito foi feito nesse sentido mas não chega! É preciso o tal exército de que BdC referiu: "OS OUTROS TÊM UM EXÉRCITO QUE INFLUENCIA E NÓS NÃO"

"R- Ainda não explicou o que o levou a levantar as tais dúvidas quanto à recandidatura…
BdC - O que é que entretanto senti e sinto? Que há uma falta de militância muito grande das pessoas sportinguistas com algum poder na sociedade e não vejo isso noutros clubes.

R- Sente apoio das bases mas não dos ‘barões’?
BdC - Não, não estou a falar em termos pessoais, porque nunca geri a pensar em eleições. Como presidente, sinto que os outros têm um exército que se mexe e influencia e nós não. E não estou a falar daqueles mais de 40 mil que estão aqui em cada jogo. Estou a falar dos que podem ter uma intervenção pública, como presidentes de câmaras, aqueles que estão em procuradorias ou na Assembleia da República. E nem o pedia para que fôssemos beneficiados, não é disso que se trata. O que vi nestes quatro anos é que as pessoas de outros clubes que têm essa possibilidade nem verificam se o clube tem ou não razão naquilo que defende. Simplesmente têm aquela militância e não receiam assumi-la. No Sporting há esse medo e sem esse ‘exército’ é muito desgastante. Já disse que o ato de liderar é de solidão, mas não deve ser tanta. Nisto tudo sinto que ainda há um caminho a percorrer. Foram décadas em que as pessoas não se habituaram a ter esse tipo de intervenção, a defender o seu clube, a defender a razão do seu clube. É algo que, enquanto presidente, me desgasta e preocupa, porque já toda a gente percebeu que gosto de resultados rápidos. Mesmo sem esse apoio os resultados conseguem-se, mas de uma forma muito mais difícil. Traduzindo esta ideia para ‘futebolês’: o Sporting ainda não está na fase em que corre mais a bola do que os jogadores, ainda é o jogador que corre muito mais do que a bola e isso não é o futebol perfeito. Por falta de militância, estamos na fase em que corremos muito mais e a bola está quase sempre parada. São quatro anos, mas já pareço um maratonista. O Sporting precisa dessa militância para dar passos mais largos e atingir a glória."

Eu sei que as pessoas deixaram de acreditar no Sporting e estas ultimas décadas não foram muito boas na fomentação do sportinguismo mas hoje estamos, somos muito diferentes e no Rumo Certo!! E não me refiro a títulos, só ao sportinguismo!
Nós precisamos de todos e essa sempre será a nossa força. O sportinguismo vive-se em qualquer canto do Mundo com ou sem títulos no futebol. Sim, queremos-os mas o SCP não é só futebol e ao contrário de alguns quando a equipa de Leoas no Atletismo ou no futebol vencem é um orgulho imenso que se sente como ninguém e isso é Sporting.
É com títulos que se exige respeito? Também, mas eu diria que não é com 1 titulo que seremos mais respeitados. Seremos mais respeitados com obra erigida que nos dão credibilidade e exigindo respeito dos outros: O tempo da submissão terminou e quando nos respeitarem também respeitaremos! (Sobre isto, talvez se percebam alguns casos que se passaram este ano e no anterior onde provocaram e desrespeitaram o nosso presidente e o nosso Clube.)
Pois bem....o respeito conquista-se todos os dias, nos nossos trabalhos, nas ruas, nos cafés, nas escolas, nos estádios, etc, etc, mas a Militância que falta é nos centros decisórios e mais importantes da nossa sociedade porque o povo sportinguista já se movimenta há 4 anos. 
Então porque falta esta Militância? 
A resposta andará algures por aqui...............talvez porque as pessoas que estão mais afastadas provavelmente são aquelas que estiveram ligadas ao poder no Sporting durante muito tempo e que se sentiram visadas pela Auditoria Interna! 

"R- Essas pessoas que diz estarem mais afastadas não serão aquelas que nos últimos 20 anos se ligaram directa ou indirectamente ao poder e que se sentiram visadas pelo processo de auditoria que a sua presidência levou a cabo?
BdC - A pergunta é das mais acertadas que já me fizeram, porque acredito que tenha muita influência, mas não lhe retira a falta de militância que também não existiu nesses últimos 20 anos."

R- Provavelmente essa militância não lhes foi exigida…
BdC - Mas isto não é algo que se deva exigir. Acredito que os outros clubes também não exijam nada a ninguém. Não me parece que existam pessoas pré-determinadas para andarem a telefonar a estas pessoas todos os dias. É algo que é normal, mas no Sporting não podemos achar que para sermos considerados pessoas de bem, ao sermos abordados sobre um assunto do clube do nosso coração, dizemos logo que não. E ficamos cheios de orgulho porque mostrámos a nossa independência. Mostrámos foi a nossa burrice porque das duas, uma: ou o clube tem razão ou não tem. Mas muitas vezes nem se lê para perceber o que está em causa, tira-se logo a razão quando eu sei que do outro lado é o contrário: não lêem, mas o clube tem sempre razão.

R- Como ultrapassar essa questão?
BdC - Esse vício da falta de militância já existia. Lembro-me, por exemplo, quando se apresentou o projecto Roquette, de uma intervenção do presidente da Câmara da altura, João Soares, em que sublinhava: muito mais do que pelo clube, o projecto destacava-se por estar a ser encabeçado por pessoas de uma credibilidade inquestionável. Parece-me que houve momentos em que tivemos todas essas pessoas mobilizadas para aquilo que era o Sporting Clube de Portugal, mas a verdade é que continuámos a ver decisões injustas para o nosso lado, mas favoráveis para outros. Essa falta de militância é congénita. Pode não ter ajudado nada o facto de eu ter cumprido a promessa eleitoral que era comum a todos os candidatos, mas essa falta de militância se calhar ajuda a perceber por que ganhámos tão pouco nos últimos 50 anos.

R- Podemos entender, então, a mensagem de Natal como um ponto de partida para chegarmos aqui: o alerta para a falta de militância?
BdC - Não… Ouvi, por exemplo, o dr. Madeira Rodrigues dizer que eu fui muito importante porque criei uma ruptura com uma dinastia, associado ao discurso em que dizia que com ele éramos todos iguais e íamos ser uma família. Não sei como se conjuga no mesmo discurso ruptura e família. Detesto a palavra populista, bem sei que alguns a usam de uma forma simpática, referindo-se a alguém de quem as pessoas gostam, mas na maior parte das vezes é um termo utilizado para significar demagogo. Isso chateia-me, porque se há coisa que nunca fui, foi populista. Sporting necessitava de uma ruptura e a mesma foi feita e depois tem as consequências que referiu na sua pergunta. Agora, pelos vistos, há sportinguistas diferentes, porque houve uma ruptura com uma dinastia e esse termo dinastia foi usado de forma pejorativa; então parece que realmente há pessoas diferentes dentro do clube.

R- Se a falta de militância o ‘obrigou’ a repensar a sua posição, o que vai procurar fazer para acabar com essa situação?
BdC - Acho que mesmo assim muito foi feito a esse nível nestes quatro anos. Não é fácil criar a ruptura que tinha de ser criada. Penso que mesmo as pessoas que vivem de criar chavões o admitem. Os chavões são uma coisa que me irrita solenemente, nem percebem que juntando os chavões os mesmos nem fazem sentido enquanto frase ou ideia, e foi isso que senti do que ouvi(do discurso de apresentação de Madeira Rodrigues). E tenho pena. Mas se calhar as pessoas não têm noção do difícil que foi fazer essas rupturas, essas auditorias, e mesmo assim ter a postura e a elevação com que essas auditorias foram feitas e comunicadas. O que quero dizer com isto? Desde o primeiro dia que todos sabiam que estava nas propostas eleitorais de todos os candidatos fazer-se essa auditoria. Caso se visse alguma coisa, tinha de dizer-se. Quem se cala, torna-se cúmplice. Isto é da lei. Pode dizer-me: fazia a auditoria mas não punha os processos. Não pode ser, advém da própria lei. O que fiz para unir os sportinguistas, mesmo criando a ruptura? Nunca ninguém ouviu de mim o discurso da tanga, aquele em que se diz para justificar tudo: julgávamos que estávamos rotos mas estamos de tanga. Nunca me ouviram dizer que não ia fazer isto ou aquilo, por esta ou aquela razão. Ouviram-me dizer que o clube estava em pré-falência. E estava. Ouviram-me dizer que cheguei ao clube e não tinham um centavo. Ouviram. Nunca usei o passado para justificar não fazer isto ou aquilo. E isso é unir. Ninguém ligou nenhuma, ninguém quis sequer perceber. Segunda tentativa de união passou pela forma elevada como fizemos as auditorias. Fizemos um resumo e apresentámo-lo em assembleia geral, explicando que era um mero resumo e que não se podia tirar nenhuma conclusão séria sem vir ao estádio ler a auditoria por completo. Nunca me ouviram falar dessas auditorias. Tratar das auditorias como tratámos foi uma excelente tentativa de união.

Como José Quintela referiu foi dado um passo gigante para que esta Militância seja ´reactivada` - a votação do dia 4 de Março!
Agora podemos ver o que significava esta reeleição não só para nós como também para os nossos rivais! Provavelmente ´eles` saberiam mais do que nós de que com a continuidade de BdC e esta direcção que o Sporting seria muito mais forte e que este factor poderia ser o clique necessário para a pacificação do nosso Clube e para que no panorama nacional sejamos muito mais ameaçadores ao poder instalado. 
Agora é portanto a hora destes militantes saírem ´da toca` e mostrar que tem orgulho no seu Clube e no seu presidente independentemente disto ou daquilo. É já hora de erigirmos os pilares necessários desta obra que é o sportinguismo e a militância em torno do nosso Clube. 
É hora de certos sportinguistas e conheço alguns, de tirarem os cachecóis do baú e de viverem mais o Clube.
É hora dos sportinguistas deixarem de dizer mal do seu próprio clube porque não são essas as forças que precisamos.
O que servia de razão para que esses sportinguistas não voltassem a Alvalade e a voltarem a ser sócios do SCP? 
Era um pavilhão?
Era investimento nas modalidades e ter equipas para vencer títulos?
Era um presidente que nos defendesse 24h/por dia?
...quem exigisse respeito a um Clube que é dos mais eclécticos do Mundo e a maior potência desportiva nacional?
..uma Auditoria Interna exigida por quase todos os sportinguistas? (Quem não deve não teme!)
...acreditar para ver que já somos mais de 150.000 sócios e quase sempre mais de 40.000 em Alvalade em todos os jogos?
...ter um Clube super activo e a vencer practicamente títulos em todos os dias, semanas?
...ter um enorme treinador de futebol e sempre equipas competitivas e a praticar futebol como há muito não se via? 
O que falta? Títulos no futebol? Ok, mas vejam: o sportinguismo manteve-se vivo e está cada mais activo mesmo sem esses tão desejados títulos. E sabem porquê? Porque acreditamos que este é o caminho e que só demorou algum tempo a ser implementado. Agora acredita-se que estamos no Rumo Certo e que todos juntos podemos ser muito poderosos. 
....e para os invejosos e maldizentes, acreditem que é verdade! Quando pensavam que não conseguiríamos grandes transferências como outros o fazem com ´cunha` eis as maiores de sempre realizadas no Clube!!
O que será então preciso mais para convencer estes militantes....a todos os militantes....a viverem mais o SCP e a terem mais orgulho no seu Clube? 
E para terminar...é claro que gostava de ver mais sportinguistas sócios do Clube mas a militância também se faz sem se ser sócio do SCP! Todos temos vidas e condições financeiras diferentes mas o que não muda é o que nos vai no coração e ser SPORTING NÃO SE EXPLICA .....SIMPLESMENTE SENTE-SE E VIVE-SE.
Precisamos de todos, sócios ou não, para que este Clube seja muito maior do que já o é e a tal militância que nos falta é essencial. 
Não sejam Espadinhas e lá....onde as coisas se decidem, temos que defender o SCP com todo o orgulho e não deixar que nos desrespeitem como se fosse porreiro, engraçado e que ninguém leva a mal dizer mais uma piadinha. É lá...nas instâncias onde tudo se decide que agora também temos que ser guerreiros e exigir que respeitem este enorme Clube.
Pensem bem no que disse!

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