sábado, 20 de dezembro de 2014

Bruno reúne as tropas!!


Quando Bruno de Carvalho marcou uma conferência de imprensa e não explicou a razão da mesma já se esperava que ali vinha discurso.....duro!
Assim foi! Em género de balanço dos , quase, dois anos de mandato á frente dos destinos do nosso Sporting, o nosso presidente deixou uma mensagem que pode ser entendida para ser para todo o Universo Sporting.
Eis a mensagem , na íntegra:

"Temos a legitimidade da maioria dos Sportinguistas que democraticamente nos elegeram.
O caminho traçado, aquele que acreditamos e que para nós é o único que permitirá colocar de forma sustentável o nosso Clube no patamar cimeiro que por direito próprio é o nosso, como é sabido, é penoso e tem trazido, e trará, consequências dolorosas.

As forças internas e externas que se opõem a este rumo, motivadas na sua grande maioria pelos seus interesses pessoais ou de grupos de interesses, fazem campanhas cada vez mais ferozes contra os superiores interesses do Sporting Clube de Portugal.

Percorrer o caminho traçado com todos os seus obstáculos exige um comprometimento daqueles que dirigem o Clube mas também daqueles em função do qual o fazem, os Sócios.

As batalhas que se avizinham serão duríssimas, haverá necessidade de ajustamentos, de unir esforços e de ter uma força robusta e expressiva que sustente de forma inabalável os propósitos que definimos.

Como sempre afirmámos, o Sporting é dos Sócios e são estes que decidem. Por isso têm que ser os Sócios, de forma clara e inequívoca, que têm de referendar se é este o caminho que querem percorrer ou não.

Estamos prestes a atingir metade do nosso mandato. Temos cumprido ponto a ponto as nossas propostas eleitorais. Do nosso programa eleitoral, entre as 120 propostas, já temos cumpridas mais de 100, o que revela bem a nossa vontade e capacidade de execução. Temos feito as alterações adequadas à realidade do dia-a-dia que vivemos no nosso Clube.

Escolhemos um caminho que para nós é o único a seguir: difícil, complexo, fraturante. E isso tem as suas consequências porque, acima de tudo, o nosso compromisso é com os Sportinguistas e não connosco próprios.

É preciso ter a coragem de recordar os caminhos percorridos, analisar as metas estabelecidas e reflectir sobre as consequências de cada acto, estando assim na hora de verificar o estado de comprometimento da nação Sportinguista com os mesmos. E isto é fundamental porque sempre fomos claros que a nossa força adviria da força dos Sportinguistas e que nada poderíamos fazer sem a mesma.

O caminho traçado foi claro e baseado em quatro pilares: criar uma cultura de exigência; criar estruturas profissionais; mudar mentalidades; gerar a mudança e lutar por valores.

É nosso dever sermos claros quanto a cada um destes objetivos e de percebermos as consequências dessas mesmas escolhas.

Necessidade de criar uma cultura de exigência:

- Colocar o Clube acima de tudo e de todos. Como consequência, criámos o ideal da verdadeira importância que cada um de nós tem enquanto servidores do Clube e não podemos permitir que se passe o inverso;

- Exigir respeito máximo pelo Clube e pelos símbolos que representamos. Com isto, destruímos paradigmas falsos e errados que levaram à inevitável revolta de quem não respeita o Clube nem os nossos símbolos;

- Penalizar de forma clara quem não dignifica o Clube. Implica um conflito de personalidades e um conflito de egos permanente, que continuam a ser realidades no nosso Clube;

- Elevar padrões de exigência e de ambição. Como consequência, temos a tão propagada pressão que todos aqueles que não têm a estatura suficiente para representar este Clube se queixam;

- Criar atletas comprometidos com o Clube. Como consequência, iremos perder os que não estão comprometidos com o Clube, seja qual for a sua valia técnica ou a sua idade, e isto irá acontecer até se ter promovido uma profunda mudança de atitude e mentalidade. Vai demorar anos a conseguir;

- Lutar contra a inércia e incompetência. Como consequência, temos o aumento exponencial dos inimigos internos, que se acabam por transformar nas tais fontes seguras que são citadas diariamente em campanhas de difamação contra esta Direcção e, consequentemente, contra o nosso Clube, e que assim vão continuar até à eliminação de todos os focos de instabilidade que ainda persistem dentro do nosso Clube e a confiança dos Sportinguistas nesta Direção ser total. Temos, de uma vez por todas, de deixar de acreditar em boatos ou notícias maldosas, notícias encomendadas por fontes externas e infelizmente, também internas, fontes da nossa própria família Sportinguista, que todos os dias são veiculadas através das redes sociais e da comunicação social.

Criar estruturas profissionais:

Sempre alertámos que, após os despedimentos coletivos necessários e que tivemos coragem de fazer, teríamos de deixar passar um tempo para analisar o conjunto de staff e colaboradores que permaneceram e de arranjar condições financeiras para trazer mais competências para dentro do Clube.

Sabemos hoje que será necessário continuar com a reestruturação de pessoal e serviços externos. Agora não por uma questão de redimensionamento da nossa equipa, mas por uma questão de competência. É preciso contratar profissionais que tragam as competências necessárias para melhorar as diferentes áreas do nosso Clube.

Em consequência, existirão mais conflitos e contribuiremos para existirem mais fontes que junto dos media alimentam as constantes campanhas de desestabilização do Clube.

É preciso mudar as mentalidades:

- É preciso trazer os Sportinguistas para dentro da família dos Associados, contribuindo de forma directa para o engrandecimento do nosso Clube independentemente dos resultados desportivos. Esta é uma obrigação de todos os Associados. De todos os Sportinguistas;

- É preciso ter todos os Sportinguistas com acesso à comunicação social a defenderem de forma constante e decidida o Sporting Clube de Portugal em todas as suas vertentes;

- É preciso que todos os Sportinguistas coloquem o Sporting Clube de Portugal acima de tudo e deles próprios, deixando de ser movidos por interesses meramente pessoais;

- É preciso deixar de ter medo de assumir a nossa grandeza;

- É preciso deixarmos de ter complexos, de ter medo de assumir posições, por muito duras que sejam, posições essas que defendem as regras e valores pelos quais sempre nos guiamos;

- É preciso deixar de ter medo de verificar de forma constante o grau de comprometimento ao projeto e caminho do Sporting Clube de Portugal por parte de todos os envolvidos desde os órgãos sociais aos colaboradores, atletas e adeptos, tomando sem receios as decisões necessárias quando o mesmo não se verifique.

É preciso lutar por valores:

O Sporting tem de lutar pelo rigor, pela transparência, pela verdade desportiva e, com isso, exigir constantemente a todos os intervenientes no mundo desportivo, do Governo à Federação, à Liga, aos clubes e aos demais agentes desportivos, uma alteração de legislação, de regulamentos e de comportamentos. Não nos podemos render ao que de mal estes fazem mas sim vivermos com o orgulho de sermos diferentes pela positiva. Mas ser diferentes ou liderar processos de transformação profunda acarretam, para além de uma enorme responsabilidade, a resistência e a animosidade daqueles que vêem no ‘status quo’ uma forma mais cómoda e conveniente de viver.

A violência com que vários Sportinguistas e muita comunicação social nos atacam diariamente, numa clara cruzada de fragilizar esta Direcção e o nosso Clube, e a forma como demonstram a sua desconsideração tentando branquear o que de bom é feito são evidentes.

Neste ponto vou-me apenas referir a três acontecimentos recentes:

Fui recebido pelo presidente da FIFA e pelo presidente da UEFA. A importância de um Clube português ser recebido pelos mais altos representantes das instâncias que controlam o futebol europeu e mundial foi relegada para segundo plano quando, afinal, se tratou de um dos mais importantes actos institucionais praticados por um Clube português nas últimas décadas.

Nos últimos meses, vários opinadores e comentadores da imprensa e televisão, alguns deles adeptos do nosso Clube, recorrentemente tentaram criar uma ideia de que a crise que afecta o País, nomeadamente o sector bancário, iria afectar a reestruturação financeira levada a cabo por esta Direcção. Esta reestruturação foi terminada com enorme sucesso, o que, conciliada com a gestão efectuada por esta direcção nos últimos quase dois anos, coloca o Sporting numa situação de estabilidade e de sustentabilidade muito superior à dos nossos rivais. Este feito, por ter sido alcançado pelo nosso Clube, não passou de meras notas de rodapé e de notícias fugazes.

Depois de meses de uma campanha cerrada acusando o Sporting Clube de Portugal, Clube criador de um conjunto de propostas pormenorizadas e detalhadas para a melhoria do futebol português e mundial, de estar isolado e de não querer contribuir para uma solução para o difícil estado do futebol nacional, ficou provado com o I Congresso Internacional ‘The Future of Football’, onde estiveram presentes especialistas e Clubes de todo o Mundo e representantes da FIFA, que as posições do Sporting estão correctas e que o apoio às mesmas é abrangente. Um evento que teve uma repercussão internacional relevante, considerado um dos mais importantes feitos no Mundo a nível de clubes, mereceu uma difusão nacional diminuta – sendo na sua maioria destacada apenas por factos colaterais e não pelos excelentes conteúdos por ela produzidos e pela relevância internacional dos seus oradores.

Perante tudo isto, os Sportinguistas têm de fazer vincar a sua indignação. E a mesma só poderá ser feita através de duas maneiras: atribuindo a mesma desconsideração a quem nos tenta diariamente diminuir e dar uma demonstração clara do apoio massivo e incondicional ao caminho preconizado por esta Direcção e, consequentemente, pelo nosso Clube.

Como todos sabemos, o nosso Clube, a maior potência desportiva nacional, é muito mais que o futebol. Mas também sabemos que é à volta do futebol que se movimenta a grande parte da paixão e da emoção dos nossos adeptos.

Neste momento o nosso sentimento não é de alegria perante as últimas exibições da equipa. Como responsável máximo pelo Clube, pela SAD e pelo futebol, na análise imperativa do caminho percorrido, assumo a minha responsabilidade. É necessário que os demais envolvidos assumam com a mesma frontalidade a sua quota-parte. É necessário deixarmos de ter medo de dar a cara e de justificar cada mau resultado ou má exibição com chavões ou filosofias românticas.

É preciso começar a tirar as devidas ilações e, com isso, tomar as atitudes necessárias perante os acontecimentos. Todos os dias saem notícias da fragilidade do nosso plantel, que faltam os jogadores ‘A’, ‘B’ e ‘C’ para podermos ambicionar a conquista de títulos.

Parece ter caído no esquecimento conveniente o esforço tremendo realizado por esta Direcção para, num momento de enorme dificuldade financeira, ter mantido o plantel da época passada, com excepção do Rojo e do Dier com os contornos já sobejamente conhecidos. Onde poderíamos ter chegado o ano passado se tivéssemos contado, por exemplo, com Nani e João Mário?

Repito o que disse no início do Campeonato: temos o plantel que queríamos, temos muito orgulho de ter conseguido manter o plantel que ficou em 2.º lugar e de ter conseguido juntar a qualidade inquestionável de jogadores como o Nani. Muitos Sportinguistas, esquecendo-se do que relembro agora, questionam diariamente quais serão os reforços de Inverno que vamos trazer. Depois do que aqui expliquei e relembrei não tenho qualquer prurido em dizer quais serão esses reforços que o nosso treinador terá à sua disposição: Podence, Gelson, Francisco Geraldes, Iuri Medeiros, Tobias Figueiredo, Chaby, Wallyson, Dramé, Slavchev, Ryan Gauld, Rabia, Sacko, André Geraldes e outros...

Este é o caminho definido.

Este é o rumo traçado.

Isto é aquilo em que acreditamos.

É com isto que queremos o comprometimento de todos os Sportinguistas.

E é neste momento, em que não estando na posição ambicionada no Campeonato Nacional nem com as exibições esperadas, que continuamos altamente motivados e determinados, totalmente focados na tarefa a que nos propusemos cumprir e com o sentimento de total honra e orgulho em servir este enorme Clube, que com toda a humildade nos colocamos nas mãos dos Associados. Queremos ver do lado dos Associados o mesmo empenho e orgulho na persecução do caminho que estamos a seguir.

Por sempre termos dito, e eu, pessoalmente, ter assumido essa bandeira – o Sporting é dos Sócios – anuncio aqui que colocaremos ao alcance de todos a possibilidade de analisar o trabalho realizado e tirar ilações das consequências que dele advém, demonstrando o seu comprometimento ou não.

Por isso, apelo aos Sportinguistas que quebrem o seu silêncio e, se estão de acordo com o rumo definido, que se manifestem.

Por isso, irei pedir ao Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral para convocar em Janeiro uma Assembleia Geral, para que os Sócios em consciência se possam livremente expressar e decidir.

Pelo nosso lado temos a firme convicção que este é o único caminho a percorrer e para o qual estamos disponíveis. Consideramos por isso imperativo que os Associados reforcem a confiança no rumo traçado.

Aceitaremos o resultado da vontade dos Sócios, do qual retiraremos as devidas ilações.

Só assim teremos o destino clarificado por parte daqueles a quem compete decidir os destinos do nosso Clube – os Sócios.

Viva o Sporting Clube de Portugal!"

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