quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Bruno de Carvalho: A grande entrevista.


Bruno de Carvalho esteve hoje na nossa Sporting TV ,na sua rubrica habitual e mensal, "A hora do Presidente".
Desta vez e além de responder ás perguntas dos nossos associados respondeu , também, ás perguntas dos jornais Record, A Bola e do Jogo.  Pelo jornal Record, esteve presente o seu director, António Magalhães, pelo jornal A Bola , o director-adjunto J. M. Delgado e o director do jornal "O Jogo", José M. Ribeiro.
Este convite feito pelo nosso Presidente, foi excelente, e foi giro ver que não gostam que se ponha em causa algumas noticias que lançam para a rua , sem respeito pelo nosso Clube. Excelente !!
O nosso presidente esteve mais de duas horas a responder e pode-se dizer que está em excelente forma. 
Em síntese reunimos a entrevista do nosso Presidente(Jornal Record):
-Mensagem no Facebook: 
Houve um sentimento de um paranóia coletiva. Houve pouca gente a perceber aquilo que escrevi. Fui claro que no jogo de Guimarães não fomos dignos. Enquanto for presidente, não me retirarei dos maus momentos. A minha vontade de comunicar, que tem a ver com uma estratégia institucional, e aquilo que disse, foi claro com todos os sportinguistas. Tenho visto mensagem de presidentes às suas equipas e percebo que a visibilidade que tenho é redobrada. A política é de exigência máxima: a mim próprio, em primeiro lugar, e depois aos dirigentes e atleta do clube. Quando as coisas não correm como nós programamos, não temos de ter medo. Temos é de trabalhar e fazer melhor. Entre o presidente e jogadores houve algo que é normal entre nós. Não podemos encher estádios e depois não ter a frontalidade de dizer que não tivemos uma atitude condizente com o que é o Sporting
-O porquê da mensagem no Facebook: 
Trata-se de uma ferramenta oficial. Não pensei que tivesse para um comunicado do clube. É uma forma de dizer aos sportinguistas que não era aquilo que queríamos fazer [em Guimarães]. Há que assumir, com normalidade, que pedimos desculpa por aquilo que fazemos. Nos jogos a seguir, queríamos que continuassem a apoiar como aconteceu com o Schalke. Os jogadores do Sporting lidam comigo diariamente e percebem o clube onde estão, a sua história e o que queremos todos os dias. Isso não é novidade para nenhum jogador. Tudo o que se passa, é tão normal, como agradecer o apoio dos sócios pelo apoio prestado. A partir deste tipo de manifestações, só não se percebe a normalidade disto com tudo aquilo que se foi escrevendo. Não podemos estar à espera que os jogadores, confrontados com algumas perguntas, consigam responder com o discernimento com que nós respondemos. Depois não vêem um presidente contente. Ver nas mensagens dos jogadores um ataque ao presidente... não se percebe. A mensagem era dirigida aos adeptos e temos de os respeitar porque o jogo não foi à porta fechada. Os jogadores sentiram o jogo. Sempre disse, que eu serei responsável por tudo o que vá acontecendo. Tudo o resto, no que parece que há uma anormalidade dentro do Sporting, não passa de uma paranóia coletiva. Se há coisa que sou é a antítese do populista. Percebo exatamente o que os jogadores quiseram dizer, não vejo qualquer ataque ao presidente. Processos a jogadores? É uma situação irreal para perpetuar algo que não existiu. É quase como passar um atestado de burrice aos jogadores. Mas alguém acredite que um jogador do Sporting ficaria amuado? 
-Reacção no banco com o Schalke e Paços de Ferreira: 
Nem sempre estamos todos os dias com a mesma disposição nem com a mesma forma. No banco do Sporting, não estou propriamente a fazer outras coisas. De há uns tempos para cá, as coisas alteraram um pouco. Não tem a ver com os jogadores ou com o Marco Silva. Não podemos tentar transferir algo para uma coisa que não acontece. Fico muito contente com a vitória com o Schalke. É uma afirmação no nosso processo europeu e é uma resposta ao que aconteceu no jogo anterior com o Schalke. Partimos disso para milhares de notícias a dizerem que vão haver processos a jogadores. Hoje escreveu-se que no balneário agora ninguém entra, só o presidente. Parece que há uma porta especial para o presidente. Mas faz algum sentido que se feche a porta ao presidente? Tive tão presente no balneário de Guimarães como em outras ocasiões. É garantido que nos próximos anos estarei lá.
-Qualidade da equipa e "dignidade": 
Não vejo diferença entre alguém que se dedica a 100 por cento ao clube entre alguém que não está nesse caso. Sou eu que tenho de resolver um passivo de 500 milhões. Sou eu que tenho de me preocupar se arranjamos 1 milhão na Champions. Em Portugal valoriza-se muito o trabalho físico. Darei sempre a cara nos maus momentos mas também não diminuo a atuação diária no Sporting. Há sempre algo que se poderia fazer melhor. Já fiz a minha introspeção e já falámos com a estrutura em relação ao que podemos fazer melhor. Há qualquer coisa que podemos fazer melhor. Se eu assumisse que a equipa do Sporting não era boa, eu não escrevia nada. Eu vi o que a equipa do Sporting fez ao FC Porto: dizimou-a. Vi o que Sporting fez ao Schalke em casa: ganhou 4-2. Depois de Guimarães não deixamos de ser uma grande equipa. Sei perfeito do que a equipa é capaz que já demonstrou grande qualidade contra grandes adversários. Um mau dia é marcar 5 golos e perder por 3-2. Eu não considerei que tivesse havido um mau dia [em Guimarães]. Nos jornais, vocês têm de tomar decisões. É muito bonito ouvir várias opiniões mas não podem ter uma cooperativa para as tomar. Disse que foram indignos e também disse que eu o era mas não morremos por causa disse. Os jogadores perceberam perfeitamente o que foi dito e perceberam o sentimento relativo ao jogo de Guimarães. 
-Jogo com o Paços de Ferreira: 
Não queremos repetir aquela primeira parte. Tivemos uma primeira parte desinspirada. Marcámos 2 golos e empatámos 1-1. Aí foi um mau dia.
-Formação... com benfiquistas: 
Há vários jogadores saídos da formação que tiveram uma carreira magnífica e no início não eram sportinguistas. Temos de acompanhar os nossos jovens e há dezenas de "filhos" a viver na Academia. Não é uma preocupação nossa se eles são do Sporting ou não. Têm de entender os nossos valores. Agora parece que a formação dos outros é fenomenal mas nós é que temos seis jogadores na Seleção Nacional A. Diz-se que o trabalho com a formação tem sido terrível ao contrário da vertente financeira. A formação do Sporting continua a ser em alta na representação na equipa principal e é ver quantos jogadores há na equipa Sub-20 e Sub-21. Nós acompanhamos integralmente na escola e por vezes, se alguém tem um problema na escola, não joga... e ponto! Não interessa se é a vedeta da equipa ou não. Nós queremos ter bons atletas e bons homens no futuro. Isto por vezes tem condicionantes. Em termos de treinadores e staff, do Sporting para o Benfica, saíram seis pessoas nos últimos anos. Não consigo perceber a ideia de se dizer que o Sporting está a perder treinadores para os rivais. Tratava-se o Sporting como um cachorrinho: "O Sporting é tão engraçado mas não sabe formar jogadores...". Agora não é assim, temos um modelo do Sporting.
-Gastos com a formação e recrutamento: 
Neste setor, foi uma das reduções mais pequenas que houve. Este foi outro dos mitos urbanos. Quando cheguei, as pessoas do recrutamento não tinham salários. Nós não temos patrões. Quando eu cheguei, diziam que o Sporting precisava de um dono. Agora o recrutamento é pago mas não podemos andar dois anos para trás. Na formação não saiu quase ninguém. Bento Valente saiu por razões pessoais. O desinvestimento não está na formação, esteve na equipa de futebol profissional e nas "gorduras", ou seja, saíram quase 200 pessoas do clube. É falso que houve um desinvestimento que tivesse implicação na qualidade. Perdemos tempo naquilo que era o recrutamento o que é uma verdade. Houve jogadores com os quais não renovámos e foram parar a rivais mas essa foi uma aposta nossa. Não está tudo perfeito, é verdade. Queremos mudar mentalidade porque há treinadores há 10, 15 ou mais anos no clube.
-Modelo transversal à formação: 
A nossa academia é certificada com dois Bolas de Ouro e oito jogadores na Seleção Nacional. Houve um estudo há pouco tempo que dizia que o Sporting é uma das quatro equipas que mais fornece jogadores ao continente europeu. Quem não sabe o que quer, não se preocupa. Sempre recrutámos miúdos. Antes, o recrutamento era feito nos escalões mais abaixo. Se existiram vários anos em que não foi feito, houve anos em que tiveram de ir recrutar para os juniores. Acredito que a equipa de juniores pode fazer mais do que os resultados que fizeram na Liga Jovem da UEFA, e falo da imagem que deixámos no exterior. No último jogo, já houve uma mudança significativa. A atitude foi bem diferente e é isto que temos de ir fazendo. Temos de fazer o melhor possível. Estamos eufóricos? Não. Estamos crentes de que podemos fazer bem e nada está perdido. Há muito para melhorar na formação e perdemos tempo nos últimos anos. Com certeza que haveremos de melhorar.
-Despedimento de treinadores da formação: 
Abel Pereira não começou a época. Ele saiu e como pode imaginar, o Sporting tem as suas políticas financeiras. Não tenho medo de dizer como as coisas são. Com uma pessoa que já estava na Academia, prosseguiu-se com ele. A certa altura, houve a hipótese de ir buscar um treinador que já esteve numa primeira divisão e numa segunda divisão. Relativamente ao técnico Lima, recolocámo-lo noutro setor dentro da Academia e apostámos em Boa Morte. Não houve qualquer mudança de filosofia. Quem não gosta de esbanjar, gere aquilo que tem e não gasta mais do que tem. Quando Abel saiu, não tínhamos uma verba financeira para ir buscar outro treinador.
-Contratações para a primeira equipa:  
Os juniores é uma questão que me preocupa. Quando tomo decisões, não as tomo com a visão debilitada apenas para um ano. Quando olho para uma equipa de juniores não é o normal para o Sporting, acabámos por apostar em boas oportunidades e bons negócios e aquilo que nós temos é uma série de jogadores novos, com potencial, que nos vão permitir, em um ano ou dois, as debilidades da nossa formação. Dos jogadores que foram contratados, os jogadores da equipa B ganhavam mais do que as da equipa principal. Andaram a dizer que se andavam a pôr miúdos a ganhar fortunas na equipa B. Até agora ainda não perdemos um tostão para o Sporting. Vendemos mais do que o que comprámos. As verbas para contratações têm alguma coisa a ver com o passado do Sporting? Não. As pessoas têm de ver o puzzle todo. O presidente do Sporting tem de ver o puzzle inteiro. Por vezes posso ter de mudar de estratégia pela realidade. A SAD continua a ser dos sportinguistas. Desde o primeiro instante, o Sporting não voltou a dar prejuízo. Na Taça da Liga vamos jogar com a equipa B e com os juniores tal como tinha sido prometido.
-Luís Duque como presidente da Liga de Clubes:  
Desde que entrámos no clube, preocupámo-nos com aquilo que não estava bem no futebol. Criámos propostas concretas para o Conselho de Disciplina, para o CJ, para o totonegócio, para a questão dos fundos, dos agentes, da violência, da Liga. O Sporting tem propostas clarissímas sobre toda a estrutura do futebol. Quis reunir os clubes à mesma e discutir os problemas do futebol português e a estes níveis. Quando nos sentámos com os clubes, Benfica e FC Porto demonstraram o seu descontentamento. O FC Porto logo numa primeira fase e o Benfica numa segunda, depois de ainda se ter sentado à mesa connosco. Os dois clubes conseguiram afastar o Sporting da mesa de conversações, com a destituição de Mário Figueiredo.
-Liga e necessidades do futebol português: 
A certa altura, os clubes demonstraram que aquilo que queriam não discutir o que era necessários para o futebol português mas sim a destituição de Mário Figueiredo. Ao início, isso deixou-me perplexo. Sabendo que há tanta coisa que é preciso mudar, não se percebe que a urgência seja mudar do Mário para o Luís. A decisão acertada não passa pelo problema do nome e sim perceber o que está mal, chegar onde chegámos. Não se percebe que se pense que os problemas todos do futebol português tivessem a ver com uma pessoa que esteve lá pouco tempo. Qual é o grande problema dos clubes? Conversamos, reunimos e isto demora anos. Vivemos bem com isto. Numa altura de aflição, podemos tomar decisões em momentos-recorde. Perdemos tempo em almoços em Fátimas e bombas de gasolina. Aconteceram umas segundas eleições. Percebemos que tínhamos de conversar mas não havia conversa possível. Percebemos que tinha de haver um novo ato eleitoral. Sporting, Benfica e FC Porto são chamados pela Federação a reunir-se pelo futebol português. Começaram a haver trocar de e-mails depois da primeira reunião e muito à pressa foi marcada uma segunda reunião. Falou-se de arranjar uma pessoa para o "tchin tchin". Eu passei na pele por esses chavões e mitos que são criados. Mais uma vez não havia um caminho e o Sporting recusa-se em falar em nomes sem saber o que é o projeto. Mais uma vez a questão foi a pessoa e fazer um bom "tchin tchin". O Sporting reúne-se, passamos dois dias a analisar tudo por respeito aos restantes clubes e ao futebol, traduzindo os chavões em algo por que podemos lutar. Apresentamos as nossas conclusões e é marcada uma reunião aos clubes todos e sem o nosso consentimento. Chamaram os clubes todos numa altura em que eu nem estava em Portugal e depois aí eu é que sou o deselegante. Acontece a reunião e há algo verdadeira surreal: numa altura em que o futebol nacional necessita de transformações, não há projeta. Depois, foi-se escolher uma pessoa que tem um conflito, com um dos grandes, com alguma gravidade. Benfica e FC Porto apresentaram Luís Duque na reunião mas com falhas de memória. O Sporting não esteve presente na reunião. Houve um tal consenso e muita gente acedeu ao nome de Luís Duque. Há dois clubes que afastaram um terceiro, o Sporting, que tinha soluções e tinha o trabalho de casa feito. O que acontece é uma escolha de alguém que tem um conflito com este último clube. Ainda me consigo rir com estes clubes quando dizem que o grande vencedor das eleições foi o Sporting. Estamos dispostos a colaborar com os clubes todos juntos porque voltámos a enviá-las para a Liga e para o Governo.
-Encontro com Luís Duque? 
Não posso estar disponível [para me reunir] com uma pessoa que é sportinguista, que o Sporting não o queria onde está mas estou disponível para ouvir propostas... Não irei ao Conselho de Presidentes. O Sporting sabe o que quer para o futebol português. A melhor ajudar que podemos dar é com propostas concretas. Se alguém quiser falar com o Sporting sobre as propostas, estamos disponíveis. Benfica e FC Porto escolheram uma pessoa [para a Liga] com a qual o Sporting tem um processo em tribunal mas não há aliança nenhuma... O Luís Duque já me surpreendeu pela negativa de ter aceitado fazer isto ao Sporting. Já falei com ele em privado. Ser de um clube, não é ser da empresa A, B ou C. Ser de um clube, não é participar numa estratégica bacoca para atingir o Sporting. Decidiu fazê-lo e terá de arcar com as consequências. Se aquilo é aliança? Aquilo já é um casamento total. Tenho 42 anos e nunca tinha ouvido um presidente do FC Porto falar com tanto carinho em nome do presidente do Benfica.
-Auditoria: 
Não estamos tão à rasca. Quando chegar, veremos. Dias da Cunha está na auditoria e terá de ter algum cuidado e não é pelo processo mas por ser uma das pessoas envolvidas. Ele devia preservar-se. Está a gastar-se em frases e entrevistas que não contribuem para o Sporting. Eu e 3 milhões de sportinguistas menos dois acreditam que ganhei as primeiras eleições. Não tenho dúvidas que houve fraude. Há-de aparecer o primeiro ex-dirigente que vai agradecer ao Bruno de Carvalho. Há-de haver um em que vai ter inteligência de agradecer. Quem foi presidente não precisa de se desgastar. Para defender o clube estou cá eu. Não me agrada ver um antigo presidente a fazer aquela figura. Até hoje, nunca ninguém numa assembleia-geral, foi agredido e antes houve quem fosse. As pessoas estão a defender-se de quê? 
-Missão Pavilhão: 
Existe o site onde os associados e adeptos podem ir seguindo o processo. Faltam cerca de meio milhão a 600 mil euros [n.d.r. 556 mil euros] para termos o valor que desejamos. Houve uma afectação do Sporting de quase 9 milhões à Missão Pavilhão. Estamos na fase de concurso, crentes e a trabalhar muito para em Janeiro apresentar a empresa vencedora. As pessoas estão a apresentar-nos o projecto e o valor de obra. Em cerca de cinco meses, o Sporting recolheu cerca de 500 mil euros. Nos bons e maus momentos, os sportinguistas têm dito presente. Eles merecem muito e meio milhão em cinco meses é um exemplo para todos.
-Fair-play financeiro e desinvestimento da PT: 
Finalmente, as isenções de o que Sporting estava á espera, vieram. Estamos à espera de fechar o acordo com as entidades bancárias e ver a fusão e reestruturação fechada até ao final do ano. É uma boa notícia para os sportinguistas. Os clubes já tinham sido alertados na época passada. A PT tinha mostrado uma não-vontade de não continuar a investir. Estamos a trabalhar e a ir à procura de um parceiro para ficar com a camisola do Sporting. É determinante, sem correr, arranjar soluções. Elas são facilitadas quando há sucesso desportivo. Temos de ser todos parte de uma solução e temos de trabalhar todos para o mesmo lado. O trabalho dos atletas é ganhar. É uma realidade factual.
-Doyen: 
Não espero nenhum problema com a Doyen. O Sporting levantou o problema que levantou e a FIFA e UEFA viu algo de mal nos fundos. O pavilhão é do clube e a Doyen tem a ver com a SAD. O Brahimi foi apresentado ao Sporting por 20 milhões e foi vendido ao FC Porto por 6,5 milhões de euros. Não vejo afastamento nenhum de nenhum jogador ao Sporting. Nós não queremos pagar 3 ou 4 milhões para depois, a nível do equilíbrio, ser muito ténue. Não tem nada a ver com fundos. O Sporting é contra os fundos porque manipulam tanto os clubes como os jogadores.
-Fundos e parceria financeira nas primeiras eleições de BdC: 
Não temos 8 pontos de diferença por causa dos fundos. Talvez seja o facto da Benfica TV não ter as oblíquas geométricas. Só não mudam os burros e eu por vezes mudo mas nisso não mudei. Há algo que a FIFA critica que é não saber quem são as pessoas por trás dos fundos e eu disse quem eram. Depois, não havia partilhas. É um sistema em que eu acredito. Não percebo agora porque é que as pessoas que têm dinheiro estão numa "win-win situation". O Sporting não era contra os fundos: era contra a falta de regulamentação e de transparência. Acho que vão ser proibidos os fundos. Depois, vai ser criada uma solução, com regras, onde os tais fundos bons, que ão têm medos das regras, vão entrar novamente no futebol onde será tudo regulado. Não tenho dúvidas que os fundos vão acabar. O grande problema não é só comprar os jogadores já que há que pagar o salário do jogador. A entrada dos fundos no futebol não inflacionou o preço dos jogadores? Quem ganha com a utilização desses jogadores? E, o que é que acontece nas tendências de apostas? É curioso de observar. Atrás de muitos fundos estão empresas de apostas. O Sporting demonstrou que casa onde não há dinheiro, não há vício. É importante, todos juntos, criarmos a noção no futebol que não é possível contratar jogadores e vendê-los a 20, 30, 40 milhões. O salário do jogador também tem a ver com o valor que se é pago para o comprar. Com esta situação, podemos estar a criar uma situação de droga ou dependência. É um sistema de droga que não é justo. A ressaca pode ser pesada para os detentores dos fundos.
-Notícias sobre Bruno de Carvalho: 
Tenho de perceber a cultura onde vivo. Só temos status social a partir do momento em que a comunicação social nos ataca. Tive de aprender esta lição. Não somos um país de brandos costumes. O que é verdadeiramente chocante é que os sportinguistas entrem no mesmo ritmo [dos opinadores]. Eu entrei e criei uma rotura com o passado do Sporting. As pessoas que aparecem nas televisões e jornais não apareceram só há um ano e meio. Uma coisa é a sua opinião e não gostar do presidente. Os sportinguistas deviam ter mais atenção e defender o seu clube. Os sportinguistas fazem aquilo que querem, e se querem colocar o Sporting mais para baixo, estao à vontade. O Sporting necessita de ter uma estratégia de apoio ao clube como há no Benfica e FC Porto. Quando o Sporting ganha, esses opinadores não o fazem tanto e quando perde, já o fazem. Antes de presidente, eu sou cidadão.
-União: 
Não há nenhum problema entre o grupo e a estrutura, entre o presidente e o treinador, estamos a trabalhar a nós próprios e à estrutura associativa. Não há dramas, a direção está unida. Só há uma coisa que não está perfeita: os resultados. Temos de ter uma noção clara que quando falamos, isso tem o seu impacto. Temos de tentar em todas as contratações, temos de manter o 12.º jogador connosco numa altura em que vai haver 'dores de crescimento'.
-Shikabala:
É uma questão normalíssima de gestão desportiva. Está desaparecido mas não é o Rambo. Está desaparecido. Há-de sair um dia em condições a definir as condições.
-Banco: 
Vou continuar no banco. Não era num mau momento que o ia deixar e não acreditar deixá-lo nos próximos anos. Gosto muito de trabalhar com o Inácio, Virgílio e Marco. Tenho muito orgulho do trabalho feito. Tenho muito para fazer. Uma das tarefas que tenho é a responsabilidade no futebol.
-Arrependimento: 
Não estou nada arrependido do que escrevi no Facebook. No final do campeonato, haveremos de estar a comemorar coisas porque tenho razão. Não estamos à procura [de reforços]. Temos confiança no nosso plantel. As pessoas não imaginam o trabalho que foi feito para que só saísse um jogador do plantel. É o plantel do ano passado com mais algumas soluções.
-Conselhos: 
Ouvi-os 'n' vezes. Segui-os 50/50. Amo muito o Sporting e tenho orgulho naquilo que temos feito. Qualquer pessoa que não tem receio daquilo que faz, ouve conselhos. Cada vez mais, o futebol devia reunir pessoas que queiram pensar nas coisas e não olhar para o seu umbigo.
-Compara fundos com droga: 
O Sporting demonstrou que, em casa onde não há dinheiro, não há vícios. É importante, todos juntos, criarmos a noção no futebol de que não é possível contratar jogadores e vendê-los a 20, 30, 40 milhões. O salário do jogador também tem a ver com o valor que é pago para o comprar. Com esta situação, podemos estar a criar uma situação de droga ou dependência. É um sistema de droga que não é justo. Há algo que a FIFA critica, que é não saber quem são as pessoas por detrás dos fundos, e eu disse quem eram. Acho que os fundos vão ser proibidos. Depois, vai ser criada uma solução com regras, onde os tais fundos bons, que não têm medos das regras, vão entrar novamente no futebol, onde será tudo regulado", concluiu.
-Procuramos parceiro para ficar com a camisola:
Os clubes já tinham sido alertados na época passada. A PT tinha mostrado uma 'não-vontade' de não continuar a investir. Estamos a trabalhar e a ir à procura de um parceiro para ficar com a camisola do Sporting. É determinante - sem correr - arranjar soluções. Elas são facilitadas quando há sucesso desportivo. Temos de ser todos parte de uma solução e temos de trabalhar todos para o mesmo lado. O trabalho dos atletas é ganhar. É uma realidade factual.
-Dias da Cunha tem de ter cuidado com a auditoria:
Não estamos tão à rasca. Quando chegar, veremos. Dias da Cunha está na auditoria e terá de ter algum cuidado. E não é pelo processo mas por ser uma das pessoas envolvidas. Ele devia preservar-se. Está a gastar-se em frases e entrevistas que não contribuem para o Sporting. Quem foi presidente não precisa de se desgastar. Para defender o clube estou cá eu. Não me agrada ver um antigo presidente a fazer aquela figura.
Há de aparecer o primeiro ex-dirigente que agradeça ao Bruno de Carvalho. Há de haver um que vai ter a inteligência de agradecer.
-As 1ªs eleições ,em que foi derrotado por Godinho Lopes:
Eu e três milhões de sportinguistas - menos dois - acreditam que ganhei as primeiras eleições. Não tenho dúvidas de que houve fraude.
-Liga:Qual foi a urgência em mudar do Mário para o Luís?
A certa altura, os clubes demonstraram que aquilo que queriam não era discutir o que era necessário para o futebol português mas sim a destituição de Mário Figueiredo. Isso deixou-me perplexo. Sabendo que há tanta coisa que é preciso mudar, não se percebe que a urgência seja mudar do Mário para o Luís. A decisão acertada não passa pelo problema do nome e sim por perceber o que está mal. Não se percebe que se pense que os problemas do futebol português tivessem a ver com uma pessoa que esteve lá pouco tempo.
Perdemos tempo em almoços em Fátimas e bombas de gasolina. Aconteceram umas segundas eleições. Percebemos que tínhamos de conversar mas não havia conversa possível.
-O SCP foi boicotado pelos dois rivais:
O Sporting tem propostas clarissímas sobre toda a estrutura do futebol. Quis reunir os clubes e discutir os problemas do futebol português. Benfica e FC Porto demonstraram o seu descontentamento. O FC Porto logo numa primeira fase e o Benfica numa segunda, depois de ainda se ter sentado à mesa connosco. Os dois clubes conseguiram afastar o Sporting da mesa de conversações, com a destituição de Mário Figueiredo.
-Precisamos de uma estratégia de apoio como a de Benfica e FC Porto:
O Sporting necessita de ter uma estratégia de apoio ao clube como há no Benfica e no FC Porto.
Tenho de perceber a cultura onde vivo. Só temos status social a partir do momento em que a comunicação social nos ataca. Tive de aprender esta lição. Não somos um país de brandos costumes. O que é verdadeiramente chocante é que os sportinguistas entrem no mesmo ritmo. Deviam ter mais atenção e defender o seu clube. Os sportinguistas fazem aquilo que querem, e se querem colocar o Sporting mais para baixo, estão à vontade.
-Leões vão disputar Taça da Liga com "bês" e juniores:
Na Taça da Liga vamos cumprir as regras e jogar com a equipa B e com os juniores". No entanto lembrou que é necessária a presença de cinco futebolistas que tenham sido incluídos na ficha técnica (como efetivos ou suplentes) em pelo menos um dos dois jogos oficiais imediatamente anteriores.

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