domingo, 10 de agosto de 2014

Sporting perde com Sp. Gijón por , 2-0.

Foto: Jornal A Bola
O Sporting perdeu por, 2-0, frente ao Sp. Gijón na 1ª meia-final do Troféu Teresa Herrera , na Corunha. 
Ficou patente que ainda existem muitos aspectos a melhorar destacando-se dois: finalização e marcação defensiva. Este jogo perdemos mais uma vez com erros defensivos onde talvez haja falta de concentração mas estes erros não podem acontecer pois originam derrotas.
Marco Silva aproveitou para realizar mais experiências e pode-se dizer que já deve ter chegado a conclusões. O Sporting foi , praticamente , melhor em todo o jogo mas os erros ditaram o vencedor.
O onze inicial foi o seguinte: Rui Patrício, R. Esgaio, Maurício, Rojo, Jefferson, Rosell, Adrien, A. Martins, Capel, Carrillo e Montero.
Na 1ª parte  dominamos até perto do intervalo mas sem velocidade nem ocasiões claras de golo. Esgaio mostrou que é bem melhor que Geraldes e combinou bem com Carrillo e depois com Mané. É uma aposta ganha.
No meio campo , Rosell, mostrava que também é reforço pois é um 2º William Carvalho mas menos potente fisicamente. Outra aposta ganha. 
Assim o inicio da partida mostrou um Sporting entregue ao seu estilo habitual e ao 4-3-3 com o médio defensivo a vir buscar a bola e a distribui-la. Já se notaram algumas jogadas ensaiads mas no fim os cruzamentos eram inconsequentes. Faltou o ponta-de-lança de referência na área adversária. Faltou Super-Slim.
O nosso clube sabe trocar a bola e tem jogadores para isso mas não chega. É preciso originar ocasiões de golo. Montero começa a meter dó pois parece fugir da área e a paciência tem limites. 
O Sp. Gijón á beira do intervalo poderia ter adiantado-se no marcador mas falharam o alvo. 
Na 2ª parte , Marco Silva, efectuou alterações: Geraldes entrou por Jefferson , Mané entrou por Carrillo e Paulo Oliveira surgiu na vez de Marcos Rojo. 
Só se compreende a entrada de Geraldes para lateral esquerdo pois Jonathan Silva ainda não esteve presente e Jefferson não pode jogar os jogos todos e para poder jogar no jogo de amanhã. A entrada de Geraldes mostrou que não pode ser jogador do Sporting quem é muito fraco.
Paulo Oliveira entrou bem no jogo e entrou para ser testado e entrosar-se com Maurício pois o argentino poderá sair e precisamos de ter uma alternativa na hora. 
Quanto a Mané já esteve uns furos acima dos outros jogos e aos poucos começa a ser uma verdadeira alternativa para titular. Alguns bons apontamentos mas ainda é pouco. 
O Sporting começou outra vez com posse de bola e a mandar no jogo e teve alguns minutos onde sufocou o adversário, conquistando cantos e a empurrando o Gijón para trás. Mas as ocasiões claras de golo . não existiam. Adrien ainda tentou em remates de fora da área mas também sem pontaria. 
Aos 60 minutos , Marco Silva decidiu experimentar o nosso sistema alternativo que é o 4-2-4 ou 4-4-2. Para isso efectuou 3 substituições: saíram Montero, Adrien e A. Martins e entraram Slimani, Tanaka e João Mário. Era o tudo por tudo para tentar ganhar o jogo. Saiu tudo ao contrário. Perdemos o meio campo e as consequentes capacidades de posse de bola e de pressão. Quando chegávamos á linha para cruzar , os cruzamentos ou eram mal feitos ou não estava ninguém para finalizar. 
João Mário ficou no centro com Rosell , Mané e Capel abriam bem nos flancos e Slimani dividia o centro do ataque com Tanaka. 
A 10 minutos do final , lançamento lateral directamente para a área e Espinoza a ganhar a Maurício e fazer de cabeça o 1-0. Era injusto mas o futebol é assim.
Passados 4 minutos o 2-0. Centro rasteiro para a marca de penalidade e Hernandez sem marcação a fazer um golo fácil. Quem marcava ? Ninguém !!
Slimani ainda tentou fazer um golo mas o guarda-redes negou realizando uma boa defesa. Foi das poucas ocasiões de golo do Sporting....no tempo todo.
Vitória justa do adversário ? Claro que não ! Mas o futebol não é justiça . O futebol é um jogo de erros e é concretização. O Sporting não concretizou e cometeu erros fatias. A rever !
Quanto ás experiências : Ricardo Esgaio foi o melhor em campo e melhor resposta não poderia ter dado. O técnico fez bem em rodar Paulo Oliveira pois deverá ser ele o sucessor de Rojo, se sair. Espero que não ! 
As alterações para o 4-4-2 ou 4-2-4 justificam-se porque precisamos de um sistema alternativo. Este é o mesmo da época passada mas não era aplicado tão cedo. Quando estivermos a perder ou empatados temos que colocar dois pontas-de-lanças. Também poderíamos jogar num 4-1-3-2 pois William Carvalho daria mais segurança na posse de bola.
Enfim , há muito para melhorar.
Hoje, jogamos ás 17 horas para a atribuição do 3º e 4º lugar do Troféu , frente ao Nacional de Montevideu.

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